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Excelência em Combate à Infecção Hospitalar

A infecção hospitalar é uma preocupação de todos os que cuidam do paciente hospitalizado, dos pacientes e dos seus familiares. É uma medida da qualidade da assistência prestada e a preocupação em mantê-la em níveis baixos mostra o quanto uma instituição preza por seus pacientes.

A infecção hospitalar é considerada como aquela ocorrida durante a permanência do paciente no hospital e que não estava presente, ou em incubação, quando da admissão do paciente.

Tecnicamente se define infecção hospitalar como: a qualquer tempo após a admissão se o paciente fez uso de procedimentos invasivos (p.ex., cateteres venosos centrais), ou aquela infecção ocorrida após 72 horas da admissão quando o paciente não fez uso de procedimentos invasivos. Se o paciente foi submetido a procedimento cirúrgico consideramos como infecção hospitalar de sítio cirúrgico aquela que ocorreu em até 30 dias após a cirurgia, sendo esse prazo estendido para 1 ano se o paciente teve uma prótese implantada no momento da cirurgia.

Quem está sujeito a ter uma infecção hospitalar?

Em principio, pelas razões que serão expostas, verifica-se que qualquer paciente hospitalizado pode apresentar uma infecção hospitalar, o importante é a redução ao máximo deste risco.

Quais são os mecanismos que favorecem a ocorrência de uma infecção hospitalar e como podemos preveni-la?

1) Em relação aos cuidados prestados por profissionais de saúde:
Pode-se contrair infecção hospitalar por contato de profissionais de saúde ou familiares promovendo assim a transferência de microorganismos causadores de doenças de um doente para outro .

Há risco de infecção se o profissional de saúde – médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, etc – não higieniza adequadamente suas mãos após cada contato com um paciente,.
É por isso que a lavagem freqüente das mãos ou a antissepsia com o álcool a 70%, que deve ser disponibilizado em todo hospital, é fundamental para impedirmos que esse risco se torne realidade.

2) Uso excessivo de antimicrobianos:

Também, o uso de antibióticos pode afetar nossa flora bacteriana e favorecer a seleção de microorganismos mais resistentes e mais patogênicos no próprio paciente que está em uso desses antibióticos, facilitando o surgimento de uma infecção.
É por isso que contamos com um profissional especializado que monitora e controla o uso de antibióticos no interior do hospital.

3) Adesão a técnicas conhecidas que diminuem o risco de infecção:

Há risco de infecção hospitalar se o profissional de saúde não utiliza a técnica adequada no momento de instalar um procedimento invasivo no paciente, como a passagem de um cateter venoso em veia central do doente, ou a passagem de uma sonda na bexiga do mesmo. Também há risco se o cirurgião não se paramenta adequadamente, não faz uso de antissépticos no momento da cirurgia, ou não utiliza antibióticos para prevenção no momento certo da cirurgia.
É por isso que todos os profissionais do hospital são treinados e re-treinados nas técnicas de passagem de sondas vesicais, nos cuidados com as feridas, e no contato com procedimentos invasivos. Também são exigidas técnicas assépticas de passagem de cateteres centrais e no Centro Cirúrgico contamos com um Programa de Prevenção de Infecções de Sítio Cirúrgico que orienta ao uso de tricotomizador elétrico no hospital, banhos antes da cirurgia, tabela de orientação de antibióticos profiláticos, uso de antissépticos pela equipe cirúrgica e no paciente, e uso de salas com alta tecnologia de fluxo laminar e filtros de elevada filtração (hepa) em diversos tipos de cirurgia.

4) Condições que debilitam o paciente:

Há risco de infecção hospitalar em pacientes imunocomprometidos, como doentes com neoplasias, ou pacientes submetidos a terapias citotóxicas ou quimioterápicas, pois esses pacientes apresentam suas defesas orgânicas comprometidas, e até mesmo os microorganismos presentes em sua própria flora podem causar infecção nos mesmos. Se estão internados no hospital neste momento serão notificados e classificados também como tendo uma infecção hospitalar.

Também o paciente que passa a permanecer por longo tempo no hospital, muitas vezes necessitando de uso constante de sondas e procedimentos invasivos, passa a ter risco aumentado de infecção hospitalar pela facilidade de ocorrência de determinadas condições tais como aspirar conteúdo de alimentos do estômago ou a reter fluidos corporais como urina, etc.

Existe algum hospital no mundo com taxa zero de infecção hospitalar?

Não. Sempre haverá uma taxa não-nula de infecção hospitalar em qualquer hospital. O que varia é a magnitude desta taxa.

No Brasil quais são as taxas estimadas de Infecção Hospitalar?

A ANVISA publicou em seu site www.anvisa.gov.br/servicosaude/controle/infectes_hospitalares_panorama.pdf estudo baseado na notificação de infecção hospitalar em hospitais brasileiros públicos e privados e a estimativa da taxa de infecção hospitalar foi de 9%.

Quais são as taxas de infecção hospitalar no Hospital Aliança?

Ano de 2004: 2,8%
Ano de 2005: 3,2%
Ano de 2006: 3,1%
Ano de 2007: 2,4%
Ano de 2008: 2,4%
Ano de 2009: 1,9%

O que posso fazer para ajudar a reduzir as taxas de infecção hospitalar?

1) Todo visitante ou familiar deve higienizar sempre suas mãos ANTES de ter contato com o paciente que está internado. Essa higienização passa pela lavagem das mãos com água e sabão e, após a secagem, o uso do álcool gel a 70% que está presente nos dispensadores em todo quarto individual, box de Utis e semi intensiva. Também o próprio paciente pode lembrar sempre aos profissionais e visitantes a realizarem esta ação. Pessoas que estão doentes, ou resfriadas, gripadas, com mal-estar, além de crianças com infecções próprias da infância não devem visitar pacientes internados.

2) Todo paciente internado necessita de repouso, e o mínimo de visitas é muito importante para sua recuperação, minimizando a chance de contrair alguma infecção durante sua internação.

Contamos com a sua colaboração!

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