Proteja o sono do seu filho

Proteja o sono do seu filho

 

Cuidados específicos podem reduzir as chances de seu bebê sofrer uma morte súbita.

Toda mãe deseja que o sono do bebê seja repleto de tranquilidade e segurança.  Entretanto, algumas condições adversas, que podem se manifestar durante esse momento, podem aumentar a chance de que ocorra uma morte súbita. Esta situação, que pode acometer crianças com até um ano de vida, preocupa cada vez mais médicos e pais em todo o mundo.

A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) ocorre com maior incidência entre os dois e quatro meses de vida. Caracteriza-se pela situação em que um bebê aparentemente saudável é encontrado sem vida, e não há uma evidência clínica que explica a causa da morte, mesmo após uma minuciosa investigação.

Estudos recentes identificaram algumas evidências que podem levar a respostas para este mal. Uma delas, encontrada por pesquisadores da Universidade de Harvard, na Inglaterra, associa a morte súbita a uma deficiência na produção de serotonina, substância que influencia a respiração, o sistema cardiovascular, a temperatura e o ciclo de sono, entre outros processos do organismo. Outra evidência seria a associação da SMSL com o ato de dormir. É durante o sono que a maioria dos sistemas de controle de organismo está em baixa atividade, o que representa um risco relativo a possíveis desequilíbrios do sistema nervoso autônomo.  Além disso, estudos apontam que a maioria dos bebês que sofreram morte súbita estava no berço, de barriga para baixo. Uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas (RS) identificou que a posição mais segura para o bebê dormir é de barriga para cima, que pode  reduzir o risco de morte súbita em até 70%.

Enquanto não são encontradas causas específicas para explicar esse mal, médicos e equipes de saúde trabalham com uma lista de fatores associados e recomendações que, se adotadas pela família, ajudam a diminuir a incidência da SMSL.

Na maternidade do Hospital Aliança, os pais e familiares recebem essas recomendações durante todo o período hospitalar. Para muitos, funciona como um reaprendizado, já que muitas delas diferem de práticas que atravessaram gerações de mães e avós.  “Sabemos que as famílias têm hábitos incorporados culturalmente, e por isso, há uma certa resistência. Mas é importante que os pais façam o esforço e se adequem, pois essas medidas vão garantir a segurança do bebê”, afirma Dr. Katiací Araújo, Coordenadora Médica do Serviço de Neonatologia do Hospital Aliança. A médica ainda aconselha que os pais leiam bastante sobre o assunto e conversem com familiares e cuidadores, para que todos possam partilhar de um cuidado seguro e tranquilo para o bebê.

Veja abaixo as orientações dadas pelo Serviço de Neonatologia do Aliança para preservar o sono do seu bebê e reduzir o risco da morte súbita:

  • Coloque o bebê para dormir de barriga para cima. Estudos identificaram um risco elevado em 13 vezes para a morte súbita quando o bebê está dormindo de barriga para baixo e de 6 vezes quando ele dorme de lado .
  • O bebê deve dormir em superfícies firmes. Colchões, travesseiros e outros objetos macios aumentam o risco.
  • Deixe o berço livre de objetos. O berço, quanto mais vazio, melhor para o bebê. Deixe-o apenas com o colchão firme, forrado com lençol de elástico. Esqueça os ursinhos, almofadas, brinquedos e protetores.
  • Não coloque o bebê para dormir na mesma cama dos pais ou irmãos. Há o risco dos adultos ou crianças maiores entrarem em sono profundo e dormir por cima do bebê.
  • Ofereça a chupeta na hora de dormir. Os estudos mostram que o acessório, usado durante o sono, reduz o risco da SMSL. Mas não force, use apenas se a criança aceitar.
  • Evite o superaquecimento. Os bebês devem dormir com roupas leves, sem mantas ou cobertores. A temperatura ideal é aquela confortável para um adulto vestindo roupas leves.
  • Não fume e não consuma bebidas alcoólicas durante a gravidez. Depois que o bebê nascer, não permita que fumem perto dele.

Tel. Comunicação: (71) 2108-5809 / 7818 / 7820 | E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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