Uma vida sem açúcar. Como levar?

Uma vida sem açúcar. Como levar?

Retirar o açúcar dos hábitos alimentares, para muitos, pode ser um verdadeiro sacrifício. Para os diabéticos é uma necessidade. Hoje, esse grupo representa 250 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da oms (organização mundial da saúde).

 

 

A mesma pesquisa estima que no Brasil, 12 milhões de pessoas tenham a doença, sendo que apenas metade delas sabe disso.

O estilo de vida está relacionado ao aumento da incidência do diabetes, já que a inatividade física e hábitos alimentares inadequados aumentam o acúmulo de gordura corporal, um dos fatores de risco para a doença. Para amédica parceira do Hospital Aliança, a endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Regional Bahia, Reine Chaves, a vida pode ser mais doce para quem reconhece o diabetes precocemente. “Esse diagnóstico é importante para a qualidade de vida que o paciente vai ter. Quanto mais precoce o diagnóstico, menos chance de evoluir com complicações”.

Sendo o diabetes uma doença crônica, o controle diário é necessário, mas não representa mais um transtorno para o diabético. “Hoje eu diria que é muito mais fácil ser diabético, do que já foi há 20, 30 anos atrás, porque hoje temos opções dietoterápicas fantásticas. Um paciente diabético pode comer praticamente tudo, desde que de forma equilibrada e saudável”, afirma a endocrinologista.

O diabetes é conhecido pela alta concentração de açúcar no sangue, a hiperglicemia. É uma doença silenciosa e pode se manifestar de duas formas. O diabetes tipo 1, quando há destruição das células que produzem a insulina e por isso, o doente passa a depender da substância. E o tipo 2, quando o pâncreas tem deficiência na produção de insulina.

Para entender um pouco mais sobre o diabetes, confira a entrevista abaixo com a endocrinologista do Hospital Aliança, Dra. Reine Chaves:

1. O tipo 1 é mais grave que o tipo 2?

Em ambos, o paciente deve se cuidar. No tipo 1 a pessoa não tem pâncreas funcionante e precisa usar a insulina para sobreviver. No tipo 2, o paciente tem um pâncreas com uma deficiência e que aos poucos, precisa otimizar aquela insulina que é produzida. Como o tipo 1 acomete mais crianças e adultos jovens, a convivência com a doença por mais tempo pode gerar complicações. Diferente do indivíduo com diabetes tipo 2, que geralmente é acometido em torno dos 40 anos .

2. O diabético pode comer sem restrições?

Hoje um paciente diabético pode comer praticamente tudo, desde que de forma equilibrada e saudável. A ampla oferta de produtos sem adição de açúcar ampliou o cardápio dos diabéticos. Vale lembrar que esse consumo deve seguir orientações de um nutricionista. Ressalto ainda que o paciente diabético bem controlado pode, inclusive, numa festa, ter liberdade na dieta de forma racional.

3. Todo diabético tem que fazer uso da insulina?

O diabético tipo 1 é insulino dependente, ele depende de insulina para sobreviver. Mas hoje, para você chegar à insulina existe um grande percurso de medicações que postergam o uso da insulina. As medicações são mais modernas e podem ser utilizadas uma vez ao dia. Como o diabetes é uma doença crônica e evolutiva, depois de 10 e 15 anos da doença, em alguns casos o tipo 2 requer insulina no seu tratamento.

4. O uso da insulina significa que a doença está em um estágio mais avançado, com risco de morte?

Não. O uso da insulina não é um castigo para o diabético. Deveria ser encarada como um uso positivo. É o que garante uma melhor qualidade de vida ao diabético.

5. É uma doença exclusiva de pessoas obesas?

Não, de jeito nenhum. O excesso de peso entra como um fator de risco.

6. O fator hereditário é predeterminante?

Existe um risco maior se você tiver um parente na família com diabetes. Principalmente se for os pais, ou avós com a doença. Como precaução, deve-se evitar ganhar peso e fazer o exame de glicemia anualmente.

7. Quem não tem sintomas não precisa se preocupar?

Não. Até porque você pode achar que não tem sintoma e ter. Por exemplo, você vem bebendo muita água e está com muita sede, mas acha que é porque tem suado muito, ou porque está calor. Ou que está urinando muito porque tem bebido muita água. E tudo isso já pode ser um sintoma do diabetes.

8. Existe algum lado positivo em ser diabético?

Eu acho que ninguém quer ter uma doença crônica. Mas se a gente pode dizer uma coisa positiva do diabetes, é o fato de que você, sabendo que é diabético, necessita fazer um controle alimentar, atividade física e idas regulares ao médico. Existe uma tendência a se cuidar mais do que as pessoas que não têm a doença. E muitas vezes, se consegue sobreviver mais e com mais qualidade de vida do que uma pessoa que aparentemente não tem nada e é surpreendida com um infarto agudo do miocárdio.

9. O doce é o pior inimigo de quem tem diabetes?

Não. Eu não diria que o doce em si. A gordura também é. Mas eu acho que o excesso de peso é o grande inimigo. E como o doce e a gordura levam ao ganho de peso, indiretamente seria um vilão.

10. Quem tem diabetes não digere doces?

Isso é um grande mito. Inclusive, nos sabemos que com o advento da insulina e seus análogos, as crianças com diabetes tipo 1 podem comer o açúcar, brigadeiro, doce, desde que saibam fazer o cálculo que vão precisar para compensar aquele açúcar consumido.

11. Quais as complicações o diabético pode ter se não fizer uso correto dos medicamentos?

Impotência sexual, cegueira, dor nas pernas, diminuição do fluxo arterial para as pernas, obstrução que pode até levar a amputação, doença periodontal na gengiva e uma série de outras complicações. A mais temida pelos diabéticos, e a maior causa de óbitos no nosso país, é o infarto do miocárdio.

12. A disfunção sexual em diabéticos está ligada ao uso de insulina?

De jeito nenhum. Isso é mito. O que acontece é que quando o indivíduo diabético passa a requerer a insulina ele já está com outras complicações em função de mau controle da doença que podem já estar levando a uma disfunção sexual.

Confira aqui uma receita especial para diabéticos indicada pelo Serviço de Nutrição do  Hospital Aliança:

Tortellete de Limão

Ingredientes:

  • 500g de farinha de trigo
  • 200g de margarina
  • 200g adoçante
  • 3 iogurtes naturais
  • Suco de 1 limão
  • 50g de gelatina de limão diet
  • 50g de gelatina sem sabor

Modo de Preparo:

Massa: misture a farinha, a margarina e o adoçante até formar uma massa homogênea. Forre as forminhas de empada, fure o fundo com um garfo e leve ao forno para assar. Deixe esfriar.

Recheio: coloque iogurte, suco do limão, gelatina de limão, adoçante, gelatina sem sabor já diluída para liquidificar e deixe descansar por 10 min na geladeira. Retire a massa das formas, coloque o recheio com o auxílio de saco de confeitar, coloque um pouco de raspa de limão e leve a geladeira por 2 hrs.

Tel. Comunicação: (71) 2108-5809 / 7818 / 7820 | E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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